Luzia Homem. Brasil, 1988.

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Adaptação [do romance do cearense Domingos Olímpio] erradíssima esta de Luzia Homem. Li o livro na adolescência, e putz, fiquei chateadinho no final do filme. Só vale mesmo pela presença de uma Claudia Ohana um tanto virgem e rude como a personagem-título. Tá, tem algumas cenas áridas belas e aqui e acolá um esboço de John Ford [exagerei, né?]. E a tal famosa cena da xereca cabeluda da Cláudia é tão rápida… Não entendi o porquê deste burburinho todo [lembro que quando criança este filme passava pela madrugada da Band e Manchete – e a atriz até posou pra Playboy na época sem se depilar].

A adaptação foi infeliz em levar Luzia Homem para os tempos mais recentes. Fui criança nos 80s e não lembro de peão de gibão no dia-a-dia aqui pelo nordeste [a não ser no Dia do Vaqueiro]. E as personagens interpretadas por atores do sudeste com sotaques, roupas e máquinas [carros, jatinhos e lanchas] um tanto impossíveis de se ver pelo interior até hoje tiram qualquer pretensão de verossimilhança. O Chico Diaz com sotaque carioca carregado interpretando um peão local, plis! Aaaah e nada consegue ser mais insuportável que a trilha sonora de Ednardo, o compositor ainda interpreta um poeta do vilarejo, torci pra ele levar uma bala mais que tudo!

Levou prêmio de melhor filme em Gramado. Ui!!!

Avaliação:3/5

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