Tom à la ferme. Canadá, 2013.

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Xavier Dolan anda tão produtivo. Um filme por ano, quase um Woody Allen neste sentido. E ainda levou Cannes este ano pelo ainda inédito Miraculum. Este é seu penúltimo longa e continua acima da média. O filme começa num tom um tanto afetado e fetichoso do jeito que o cineasta curte/é [como a sua cabeleira descolorida horrenda]. Ele mesmo interpreta [Dolan escreve, dirige e atua em seus filmes] um gay que perde o namorado e vai no velório do mesmo no interior do Canadá onde fica hospedado na casa da família do morto. Ele terá de lidar com o irmão homofóbico que não cansa de lhe assediar moralmente e humilhá-lo. A gente vai se deixando levar com a relação doentia dos dois [a personagem do Dolan curte o masoquismo], e logo após a primeira hora, quando a gente começa a se cansar, vem o final belíssimo!!! Com destaque à belíssima Going to a town do Rufus Wainwright nos créditos finais. Destaque ainda à mãe do falecido interpretada pela maravilhosa Lise Roy [de As invasões bárbaras]. E falem o que quiser do Dolan [que ele é o cineasta fave das bees hipsters etc.] mas ele já tem uma filmografia de fazer inveja a muito titio por aí, ainda não tem um filme cagado. E meu favorito ainda é Laurence Anyways, uma obra-prima.

Premiado no Festival de Veneza.

Avaliação: 4/5

* Já achei um substituto pro Coringa de um futuro Batman: Xavier Dolan. Acho que ele seria perfeito, afetação sob medida.

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