Noé [Noah] EUA, 2014.

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Adorei o distanciamento do Darren Aronofsky no que se refere à religião. Também adorei o acréscimo da corrente vegana na trama bíblica. Depois do filme, fui comer um espetinho de medalhão e me senti mal quando a carne chegou à mesa. E o diretor exigiu que todos os animais fossem computadorizados, nada de animais treinados [CLAP!]. A integração homem e Grande Mãe também significa muito. A natureza, aliás, está mais feminina que a natureza do Deus bíblico um tanto vertical. Ela oferece inúmeros momentos passativos, vide as sementinhas e chazinhos… Fiquei pensando, cada filme do Aronofsky está conectado a alguma droga, neah? Requiem para um sonho são os sintéticos em geral, em A Fonte o ácido, a Black Swan não seria tão louca se botasse um depois dos treinos, e neste é a mescalina. Viva!!! Também a proposta do longa se adequa mais à ficção científica apocalíptica que a filme ungido sonolento. Agora, o filme escorrega no roteiro. Não adianta abordar temas interessantes e ser descuidado na trama em si.  Tem alguns momentos até constrangedores, como numa cena fundamental em que o Russell Crowe [o Noé] vai matar uma querida com uma faca e no meio do ato ele muda de idéia e dá um beijo na criaturinha. NINGUÉM PRECISAVA DISSO!!! O filme perde até parte de sua força…Ficou faltando alguma interpretação digna por conta dos diálogos rasos. Tanta gente criticou a atuação do Crowe, sinceramente, achei ele até surpreendente para as falas um tanto sofridas. Quem pagou mais mico foram Jennifer Connelly [musa do diretor desde Requiem para um sonho] e a Emma Watson, esta última em interpretação digna de ‘crepuscular’ [qualquer semelhança com Kristen Stewart não é mera coincidência]. Ainda tem o inexpressivo do Logan Lerman [o Percy Jackson] e o vilão interpretado pelo Ray Winstone faz até biquinho [oi?]. E rezemos pela alma do Anthony Hopkins em mais uma personagem dispensável [uma Matusalém digna de Mestre dos Magos] para o seu currículo. E voltando aos elogios, destaque ao figurino sustentável de Michael Wilkinson [do premiado e recente A trapaça] e à fotografia  terrencemalickienta de Matthew Libatique [parceiro fiel do diretor].

E viva a barba linda do Russell Crowe!!!

E fodam-se aqueles que vão assistir filmes esperando master fidelidade às obras originais. Uma adaptação SEMPRE SERÁ UMA NOVA OBRA. APRENDAM!!!

Avaliação: 3/5

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