Blackfish. EUA, 2013.

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Depois do The Cove, sobre o massacre dos golfinhos na baía de Taijii no Japão, eis que surge este Blackfish, um doc-denúncia sobre a vida precária das famosas orcas dos parques aquáticos dos EUA. A diretora Gabriela Cowperthwaite entrevistou vários treinadores destas baleias e correu atrás de videos das baleias mais famosas destes parques, como o Tilikum [o paizão da maior parte das baleias dos parques que já matou TRÊS treinadores], além da Shamu, estrela desde bebezinha. Grande parte dessas baleias vivem presas em piscinas-cativeiros, antes disto elas foram separadas traumaticamente de seus parentes [as baleias nunca largam suas mães e vivem em bandos eternamente e cada grupo tem sua própria língua, corportamento etc.], além de serem seres extremamente sensíveis e de cérebro muito mais desenvolvido que o dos seres humanos. Pra se ter uma idéia, uma baleia orca vive em média 100 anos, no cativeiro as mesmas vivem em média de 30 anos. Judiação esta vida de parque aquático!

E passado que elas realmente amam o momento do show, já que é o momento em que elas são louvadas pelo público. Verdadeiras lonely stars. Mas consequentemente, a rotina delas é tão castrante e os traumas de infância fazem com que elas desejem vingança. E acaba sobrando pros treinadores, uma profissão de alto risco. O filme critica a política dos principais parques aquáticos americanos, que não investem em infra-estrutura [na verdade estes SeaWorlds da vida têm é de acabar mesmo, não dou um centavo pra isto]. E quando acidentes com treinadores acontecem, os parques colocam culpa nos mesmos, tão vítimas quanto as baleias [é um emprego aparentemente fácil – quem quer ser domador de baleia nesta vida?, com jornada de trabalho não muito rígida]. Sem falar que estes parques lucram tanto através das orcas que a mídia e justiça estão todos comprados a favor dos executivos dos parques. Assim, o objetivo deste filme é botar a boca no trobone mesmo. Agora é torcer para que as pessoas assistam ao doc e tomem a iniciativa de não dar mais dinheiro para este tipo de entretenimento.

E o final é tão triste que fiquei péssima até em ter uma gatinha de estimação. Fossa!

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