Flores Raras. Brasil, 2013.

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Filme brasileiro comercial acima da média, uma cinebiografia digna do Bruno Barreto [de O que é isso, companheiro?]. Aqui, o foco é a relação amorosa da arquiteta Lota de Macedo Soares e da poetisa americana Elizabeth Bishop. Eu criei expectativas desde que ouvi falar na produção, afinal, já era encantado com as estórias sobre a vinda da Bishop para o Brasil e com a poesia da mesma.

O filme é gostoso e tem conteúdo, só achei que faltou dosar melhor no final trágico. A australiana Miranda Otto [até então desconhecida pra mim – nem curto Senhor dos Anéis e não lembro da atriz na trilogia] arrasa de Bishop. Os momentos mais poéticos do filme são sublimes e a atriz acreditou MESMO em sua personagem. Glória Pires está ótima de Lota também, jeitinho brasileiro de ser e malandra como boa carioca [e de bofinha bem diferente de sua personagem em Memorial de Maria Moura.hahaha].

Fiquei chateado que o filme é a cara do Oscar [drama burocrático bem produzidinho] mas certeza que ficou de fora por conta do homoerotismo. O diretor não cortou beijinhos [ou beijões] e cenas mais calientes das duas atrizes. Aliás, ele tratou a relação das duas com muito respeito e naturalidade, todo mundo deveria ser obrigado a assistir a este filme. Muito amor!

E que locação maravilhosa do sítio Samambaia, moraria ali lindamente pra sempre!!! Rio Maravilha!!!

Premiado nos festivais de filmes de temática GLBT de São Francisco e Toronto.

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