A mãe e a puta [La maman et la putain] França, 1973.

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Das películas mais tocantes do últimos tempos. Vale cada minuto de suas mais de TRÊS HORAS!!! Um filme descendente da nouvelle vague, produção pobrinha e improvisada, diálogos ricos em referências, putas com ou sem culpa etc. etc. etc. Temos aqui um Jean-Pierre Léaud mais pré-Louis Garrel que nunca, em relacionamento aberto com uma gata liberada e apaixonado por uma enfermeira ninfomaníaca incapaz de amar. Gentem, como esse texto é atual, a gente está cada vez mais assim, neah? Me desabei em lágrimas em inúmeros momentos pra lá de cortantes. A enfermeira interpretada pela maravilhosa Bernadette Lafont faz sexo com qualquer um e só consegue amar durante o sexo em si e olhe lá. A gata dá cada lição de moral no machistinha enrustido do Léaud. E o que é a  mesma cantando aquela musiquinha de coração partido? Obrigatório para quem ama cinema francês. Quase todo mundo que veio depois chupou alguma coisa deste filme. Impressionante!

Meu primeiro filme do Jean Eustache e é tido como a obra-prima do cara, marcou forte. Premiado em Berlin e Cannes.

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