Nashville. EUA, 1975.

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Tido como o melhor filme do Robert Altman por muita gente, certeza que está entre os filmes mais panfletários que eu já vi.  Aquela coisa de sei lá – umas vinte tramas paralelas [que só enche um pouco o saco por conta das quase TRÊS HORAS de filme – todas as tramas se cruzarem acontece de forma tão espontânea, parecem até fragmentos de realidade. Altman optou por um roteiro que seguia apenas de guia, quase tudo foi improvisado pelos atores. Os que interpretaram cantores ainda tiveram que escrever suas próprias canções. A trama adentra os bastidores de acordos entre partidos políticos e artistas conservadores da chamada música country americana e toda a campanha de alienação do público por trás. Um épico que vale muuuuuito a pena e a galera da contra-cultura se mostra presente o tempo inteiro. No elenco, destaque à bela Ronee Blakley como a estrela frágil Barbara Jean[diz que a personagem foi um pouco inspirada na bio da diva Loretta Lynn], Lily Tomlin como a cantora gospel hipócrita Linnea Reese, Shelley Duvall magérrima [lembra da louquinha de O iluminado?] como uma piradinha do rock e Karen Black como uma cantora concorrente da Barbara Jean [a Black tá a cara da Lana Del Rey]. Tem de tudo, de terrorista a jovens aspirantes a cantora. Um retrato nu e cru da sociedade americana, o filme continua muito atual.

Levou o Oscar de melhor música para a sincera I’m easy cantada pelo Keith Carradine no filme e Ronee Blakley levou Oscar de melhor atriz coadjuvante.

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