Mata Hari. EUA, 1932.

Faz pouco tempo que resolvi fazer um festival de filmes com a Greta Garbo, só conhecia Rainha Cristina, que pra mim ainda é o melhor filme dela. Pelo Rainha Cristina achava que a atriz tinha exagerado um pouco nos trejeitos masculinos para interpretar a personagem título, mas pelo o que eu notei A GRETA GARBO É MESMO UM TRAVESTI. Em TODOS OS FILMES ela lembra um cara vestido de mulher, os ombros largos e a voz anasalada contribuem muito nessa confusão. Talvez ela tenha virado ícone gay mais tarde por conta desta ambiguidade. E pra variar percebi que em TODOS OS FILMES, ela sempre interpreta uma outsider, sempre em borderlands. Neste, ela interpreta a famosa dançarina-pseudoprostituta-espiã  Mata Hari [holandesa descendente de javaneses], que fazia um leva e traz de informações da Alemanha pra França e vice-versa no período da I Guerra. E como em quase todos os filmes, Garbo meio que abre mão de tudo por amor, como uma mariconna apaixonada, num tem?

A primeira aparição da atriz no filme é numa performance majestosa com costumes inspirados no oriente. Divismo puro! Mas a cena de mais puro divismo é no grande final, ainda que minimalista é a melhor cena do filme. Mesmo que o filme não teorize muito sobre a verdadeira Mata Hari [pega muito leve], este final é forte. E arrasar num close up como a Garbo, poucas conseguem.

E a danada da Garbo pegou seu parzinho romântico do filme [o charmoso Ramon Novarro] na vida real.

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