Vergonha [Shame] Inglaterra, 2011.

Filme muito contemps no que se refere principalmente às novas subjetividades. O Michael Fassbender [todo despudorado]  interpreta um cara independente vidrado em putaria que não consegue se adentrar numa relação mais duradoura/profunda [é o chamado de hipersexual] e que vive em conflito com sua irmã, interpretada pela Carey Mulligan, que representa o seu oposto, intensamente emotiva. O filme tem um tempo maravilhoso, as cenas picantes são tocantes de tão deprimentes [quem vive de prazeres solitários sabe que é deprimente sometimes…], a fotografia da abertura é exuberante. Só achei o final do filme muito trágico, não precisava tanto… E a música aqui e acolá é meio forçosa, destaque mesmo à trilha que tem Genious of Love e Blondie. O filme ainda faz uma bela homenagem à NYC, nunca tinha prestado atenção na letra de New York New York que a Mulligan canta no filme. Claro que o Fassbender e a Mulligan estão muito bem, o que é a cena em que os dois lavam a roupa suja no sofá? Ainda tem a gata massa da Nicole Beharie, uma negra exuberante, que prova que o sexo apaixonado é bem mais interessante [sim, estou cada dia mais libriana – meu ascendente].

O diretor Steve McQueen recebeu o Bafta de nova promessa e o filme levou Leão de Ouro em Veneza.

*

E o filme está longe de ser só a neca do Fassbender, ok? Eu achei o ator até meio envelhecido…

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