A noite da iguana [The night of iguana] EUA, 1964.

Acho que a adaptação do teatro para a telona by John Huston merecia um melhor tratamento. A resolução dos conflitos principais são tão rápidos, fica meio risível, nem atores de gabarito como Richard Burton salvam. Também vai do drama para a comédia [e vice-versa] de forma muito brusca. Mas dá para conferir o poder da obra de Tennessee Williams, texto fortíssimo. E a metáfora da iguana é interessantíssima. Burton interpreta um padre em fim de carreira que dá descarga no que sobrou de sua dignidade durante uma excursão com vovós solteironas, sentiu a da iguana? Um retorno ao selvagem… Ava Gardner [meu segundo filme com a atriz] tá suzanavieirando horrores. Sua personagem é irresistível, dona de um hotel no meio do nada do México. O que são os dois cafuçus da Gardner só de calça de capoeira e chocalhos na mão se rebolando o tempo inteiro? Ainda é chegada numas orgias. Irmã coragem topar com esta personagem. E sim, a fotografia em p&b com muitas externas pelo México é o melhor do filme. Têm momentos que a gente vê Glauber Rocha.

E mesmo o dramaturgo Tennessee Williams sendo homossexual, a lésbica da trama é apresentada como uma histérica. Outros tempos, né? Tudo bem, a tal lésbica não topou o retorno ao selvagem da iguana.

Levou Oscar de melhor figurino [oi?].

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