Monsieur Verdoux. EUA, 1947.

Um Chaplin tardio e falado. O cara está mais velho e ainda mais afinado [improvisando horrores] e aqui e acolá faz suas macaquices e resquícios de artista do cinema mudo [como na cena do barco, me lembrou de Um lugar ao sol com a Liz Taylor e o Clift].  Antes deste filme, ele fez suas famosas declarações a favor do comunismo e foi perseguido pela imprensa americana. Este filme é meio que uma resposta a tudo isso, e por isso foi um fiasco nos Estados Unidos [o primeiro flop do artista]. Trata-se de uma comédia radiante e controversa sobre um assassino de mulheres de meia-idade [inspirado em fatos reais]. Chaplin defendeu os atos de sua personagem com tanta sinceridade e a mensagem anti-guerra do final é cortante mesmo que minimalista. Fiquei sem chão…

Mais que uma simples comédia, um filme político FODA FODA FODA! E o melhor é que é super despretencioso, passando longe da burocracia de um filme do [ou com o] George Clooney [hahaha]. Ainda com toda a crítica ao American Way of Life e desdenhando da religião, o filme ainda foi indicado ao Oscar de melhor roteiro.  O diretor/ator/roteirista [o argumento deste filme é do Orson Welles, brinque!] se aventura pela trilha sonora também [tem seus bons momentos].E Chaplin além de arrasar nos dedinhos no piano ainda conta dinheiro como ninguém!

E a cena em que ele tenta matar uma refugiada de guerra é soberba!!!

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