Árvore da Vida [Tree of life] EUA, 2011.

Eu confesso que não esperava muito deste filme. Não sei bem o motivo… O lado bom é que eu nem me decepcionei tanto. Eu não lembrava que o tal Terrence Malick é diretor do magnífico Cinzas no Paraíso. Em Árvore da Vida ele confirma ser um esteta de primeira. A fotografia é linda, e as imagens em super 8 misturadas com imagens de documentários do Discovery Euchannel, nos permitem mil viagens aqui e acolá surpreendentes. O filme não tem uma linearidade, mistura passado, presente e até pré-história [juro!]. Senti um quê de 2001 uma Odisséia no Espaço  nas cenas do Discovery, as cenas de família são bem Luz Silenciosa e achei o final bem Oito e meio do Fellini. O cara teve boas intenções mas é tanto mimimi e vai e vem no tempo que você fica na torcida para que o filme acabe. E são duas horas e meia de filme!?

A trama gira em torno de uma família problemática nos anos 50. O Sean Penn interpreta o filho mais velho da mesma família já adulto e realmente ele tem todos os motivos para ter raiva do resultado final do filme. O Brad Pitt, como o pai, agora acha que interpretar é fazer aquela boca peba. Destaque para a mãe da família, a novata Jessica Chastain, e às crianças lindinhas também. A montagem do filme e edição é radiante e também o figurino. Achei a trilha meio cliquê, aliás o filme abusa um pouquinho. Tenta passar a mensagem da Grande Mãe caótica, mas é tanto mimimi e moralismo… Não consegui me libertar. E se a intenção do cineasta era fazer um filme maior que a vida, só ficou na vontade.

O mais surpreendente foi assistir ao filme que levou a Palma de Ouro em Cannes num cinemão comercial. Comoveu!

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3 Comentários

Arquivado em cinema

3 Respostas para “Árvore da Vida [Tree of life] EUA, 2011.

  1. Cadê o texto sobre Melancolia? 😉

  2. Tb achei q o seu final bebeu na fonte de 8 e 1/2 mas só que mais new age, o q nao me agradou. Achei a montagem irregular, o filme deveria ser mais curto e Sean Penn só faz caras e bocas e desfila em predios ou desertos…que doidera!!!

  3. nossa, não sabia do desentendimento do Malick com Penn; e Penn tem toda razão, é um trabalho desnecessário…nem Marlon Brando salva. E olha q quando eu sai do cinema eu criei um final alternativo p substituir a cena da praia: ele retornando a sua casa, nostálgico, andando por todos os cômodos e no fim ele vê a árvore e começa a acaricia-la e a câmera vai se distanciando lentamente até que a árvore domina todo o enquadramento de câmera e…fim.

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