Mahler. Inglaterra, 1974.

Um filme menos subversivo do Ken Russell mas ainda super libertário. Aqui trata-se de uma cinebiografia do compositor erudito Gustav Mahler. Em alguns momentos fiquei com cara de cú devido à minha alienação quanto às referências da música clássica.  Por exemplo, eu não sabia que compositores clássicos eram mal pagos. Dá até para fazer um paralelo com as bandas de rock covers locais que fazem sucesso rapidamente, enquanto as autorais ficam só na força de vontade.

Entre momentos fortíssimos, como a parte em que o compositor judeu se converte ao catolicismo para reger uma sinfonia de Wagner, e outros super filosóficos, como o diálogo sobre o ruído insuportável da natureza e o compositor falando sobre Deus com suas filhinhas, ainda tem momentos de musical com a sua esposa [a bela Georgina Hale que levou o Bafta de melhor atriz] se fazendo de diva impiedosa. Quero já um longo justíssimo para andar saltitante como a gata massa! E que atuações tensas, as personagens se encaram de forma ‘bizonha’ em vários momentos.kkk

O filme tem a narrativa não-linear que pode não agradar a todas. Mas para quem ama música erudita e cinema de arte, fica a super dica. Destaque à trilha sonora, obviamente!

Ainda foi premiado em Cannes.

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