Um lugar ao sol [A Place in the Sun] EUA, 1951.

Como vocês bem sabem,  nós, amantes do cinema, tivemos uma perda irreparável ontem: Elizabeth Taylor. E como homenagem, nada melhor que aproveitar a ocasião e assistir a um filme importante de sua cinebiografia. Um lugar ao sol é nada menos que o melhor filme da vida do gênio Charles Chaplin. Sim, é daqueles filmes maiores que a vida. Me sinto até meio imbecil de ter que escrever algo sobre…  Sim, o filme nos alfineta bastante e a mensagem é o quão a vida é efêmera e vazia.  Até mesmo porque nada nesta vida faz muito sentimo, hein?  Amor, dinheiro, religião, pra quê? Aja existencialismo… Tantos ‘nadas’ neste primeiro parágrafo .P

Montgomery Clift é o sobrinho pobre da prestigiada família dona da fábrica Eastman. Em busca de um futuro melhor parte pra cidade grande atrás do tio rico, este lhe emprega em sua empresa, onde ele vai prosperando aos poucos. Em sua primeira visita à família rica, Clift se apaixona nada menos que pela Elizabeth Taylor, uma socialite da família de ricassos Vickers. Ele está progredindo bem na fábrica e amorosamente, sendo que o bonitinho engravida uma colega de trabalho acidentalmente.  Quem nunca sentiu sua impotência diante de algo no qual estava tão seguro e de repente PAH PUM!!!???

E vejo muito mais que romance entre as personagens do Clift e da Taylor. Enquanto a Taylor representa toda a beleza e glamour de Hollywood, Clift representa o obscuro, o marginal, NO HOPE. Lembrando que Clift, apesar de no início de sua carreira ter sido uma grande promessa pra Hollywood, mais tarde se afundaria no alcool, etc.,  a vida imita a arte… E Taylor continuou sendo sua amiga pra sempre, lhe apoiando após ter se assumido homossexual e lhe indicando pra várias produções. Clift e Taylor têm sim ‘seus lugares ao sol’ neste filme, representando mais que arquétipos da grande produção de mitos que é a indústria cinematográfica americana. Clift tem óteeemos momentos e pra quem não sabe, Clift é um dos grandes ídolos de Marlon Brando e James Dean graças ao seu estilo de interpretação naturalista ao extremo. E mil arrepios a cada close up na Taylor e como sua presença é de puro encanto… Cada aparição da diva é acompanhada de luz. Grande Mãe nos devolva esta luz de alguma forma… o//

O filme faturou seis Oscars, entre eles o de melhor filme, diretor [George Stevens] e  roteiro. Além da fotografia impecável, adorei a fusão de gêneros, um misto de suspense, drama e filme de tribunal e também destaque aos figurinos, super atuais.

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1 comentário

Arquivado em cinema

Uma resposta para “Um lugar ao sol [A Place in the Sun] EUA, 1951.

  1. assisti esse filme a muito tempo (meados dos anos 90), e lembro que achei bonito, classudo…tinha vontade de rever de novo.

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