Enter The Void. França, Alemanha e Itália, 2009.

A mesma crítica que eu fiz pro novo da Coppola, fica pro Gaspar Noé também. Bora ousar um pouco ao invés de repetir a fórmula de algo que super rendeu? O Noé, diretor do clássico contemporâneo Irreversível, parece ter sido um adolescente pra lá de reprimido, vide o nível de apelação em seus filmes com altas doses de drogas, putaria e sangue. O filme começa até impactante com letreiros absurdinhos nos créditos[me lembrando Goddard] e a subjetiva toda trabalhada nas viagens alucinógenas de CMT de um jovem americano que vive como traficante em Tóquio[deu medo da metrópole]. Mas aqui ao invés do diretor optar pela trama narrada de frente pra trás como em Irreversível, apostou no flashback. Eu já sou cismado com flashbacks e daí vocês imaginam mais de duas horas de vai e vem no tempo. Me sinto burrinha, não dá! Assim, a primeira parte é impressionante… Travellings absurdos, inferninhos de luxo, drogas que eu quero, putaria das boas, referências ao budismo, mas fica tudo muito cansativo com o tempo, mesmo com a estética tutty. E no final, como em Irreversível, o que parecia um filme sobre a morte, também vira uma ode à vida. Se você tiver peito…

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em cinema

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s