Tulpan. Cazaquistão. 2008.

Interessante assistir a filmes de regiões esquecidas, tipo o interior do Cazaquistão, região de famílias nômades que vivem de criar rebanhos de ovelhas. Um jovem chamado Asa volta da capital pra morar com a família da irmã, sendo que de acordo com a cultura local, ele tem que se casar com uma descendente de nômades para começar a cuidar de seu próprio rebanho. A única jovem da região é a chamada Tulpan que o rejeita por conta do cara ter orelhas enoooooooooormes. Muito tosco o Asa dormindo com uma liga em volta da cabeça. Em momento nenhum vemos o rosto de Tulpan, e até as orelhas do jovem possuem um significado especial. O mais legal é ver o reflexo da globalização numa região tão esquecida. Na famíla da irmã do Asa, uma das filhas tem como prazer cantarolar canções da região e o filho mais velho é impressionado com rádio e vive de dar notícias do dia pro seu pai, bem disturbia esta família. E Asa e seu amigo vivem de sonhar com o futuro folheando colagens de imagens de publicidade ou pornográficas ocidentais[lembrando que o Cazaquistão só conseguiu independência da Rússia na década de 90]. E o silencioso Ondas, o chefe da família, se depara com abortos sucessivos no rebanho. O que sentimos é que a decadência está por toda parte.
E me emocionei com a cena do mamãe camelo correndo atrás da moto que levava seu bebê pra outra região. E o final me lembrou aquela música Keep it together da Madonna.DDD
Levou o prêmio Um certo olhar em Cannes.

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