Vi o trailer deste filme faz tempo e achei maior blasfêmia… Tá, resolvi dá uma chance… Não é que eu adoreeeei!?
A trama é super pretenciosa: Shakespeare não foi autor de “suas” obras, foi um grande vigarista. Tudo bem que já saiu teoria de que Shakespeare nem existiu… Mas o que fez eu desdenhar o filme foi o seguinte: ME CONVENÇAM! E não é que esta ficção conseguiu armar tudo tão direitinho, que PUTZ… Ponto para o tal John Orloff [roteirista de A lenda dos guardiões e outros filmes que eu não assisti]. Roteiro caprichado, mesmo apelando para os flashbacks aqui e ali. E o mais legal do filme é justamente esta desmistificação toda. Não só com a figura do Shakespeare, mas com a Rainha Elizabeth. Pegaram mais pesado ainda com ela. Uma trama pra lá de Shakespeareana mesmo mesmo MESMO! Recomendadíssimo para quem ama literatura e história, óbvio!
E o filme tem pinta de super produção de época e o elenco mesmo desconhecido manda muito bem. De mais famosa apenas a Vanessa Redgrave, toda feiosa como a rainha velha. Curti a desconhecida Joely Richardson, elegantérrima como a rainha jovem e o Rhys Ifans [de Um lugar chamado Nothing Hill] como o misterioso Conde de Oxford. O filme foi indicado ao Oscar apenas de melhor figurino. E o mais curioso é que o mesmo me surpreendeu mais que a maioria dos indicados ao Oscar deste ano.
Interessante também que o diretor, Roland Emmerich, tem em seu currículo trasheiras como 2012, Godzilla e Soldado Universal. Vamos dá uma chance, hein?
E chega de verdades inabaláveis!

