O artista [The artist] França, 2011.

Achei o filme mais paparicado da vez muito ingênuo. Tá, ele tem um quê de crítica à indústria avassaladora que é Hollywood, mas já vimos críticas bem mais ferozes [os filmes do Lynch, por exemplo]. A película ganha ponto mais pela ousadia de se produzir um filme mudo em pleno boom de blockbusters em 3D e pela dose de nostalgia.  O mais curioso é o filme ser uma produção francesa, França homenageando Hollywood ou alfinetando a mesma de não ter acordado para um idéia tão mais sincera e baratinha. No mais, ponto para o carisma e charme de Jean Dujardin [premiado em Cannes e no Globo de Ouro] como o protagonista George Valentin e uma delícia o John Goodman e o James Cromwell em destaque como coadjuvantes. E o diretor Michel Hazanavicius [que sobrenome é este?] levou o prêmio da crítica dos festivais de Londres e Nova Iorque e o filme levou o Globo de Ouro de melhor comédia/musical. Ao menos é melhor que algumas coisas que estão sendo super aclamadas nesta época de premiações.

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Eu li por aí gente dizendo que este filme é tão inovador quanto Avatar. Voltar no tempo é inovação, hein?

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