George Clooney é chegado numa politicagem, né? Mas acho isso positivérrimoooo. Por mais que seus filmes não sejam lá grandes obras-primas [passa longe de Costa-Gavras], eles sempre te sacodem de alguma forma. Acho que o forte fica por conta do roteiro mesmo. E aqui a coisa tá bem DESCARGA NA POLÍTICA. O lindinho e talentoso do Ryan Gosling interpreta o secretário de comunicação da campanha de um dos supostos candidatos à presidência pelo partido democrata. A personagem do Gosling começa o filme positiva e confiante em seu candidato [interpretado pelo próprio Clooney], mas é tanta cobrice e sujeira nos bastidores… Zombando do Obama, que lindo, Clooney!
Além do roteiro, só tem feras no elenco. Destaques: a Marisa Tomei está excelente como a jornalista metida a esperta, e a belezura de encher a tela que é a Evan Rachel Wood [tem tudo pra ser super diva num futuro próximo]. Indicado ao Oscar de melhor roteiro, merecidamente.
Também não merece um prêmio de melhor filme do ano, mas já estou na torcida por este filme. Ao menos vi sinceridade na produção. Alexander Payne [do premiado Sideways] demorou pra voltar e optou por esta trama a la Little Miss Sunshine, a fórmula família problemática + um certo humor negro, adicionando uma dose de moralismo [ui]. Eu não sei se para vocês, mas eu achei que o Hawai foi retratado de forma caricata. E as locações parecem meio pretenciosas quanto ao investimento turístico na região [senti o mesmo que falaram sobre o último filme da Bruna Lombardi.kk]. Mas tá, quero passar temporada no Hawaí!
A personagem de George Clooney interpreta um pai traído tendo que cuidar das filhas adolescentes enquanto sua esposa está em estado vegetativo no hospital. Para piorar tudo, ele descobre que foi traído um pouco antes de sua esposa sofrer o tal acidente e que ela desejava se divorciar. Ainda bem que o Clooney não desaponta fazendo papel de Clooney sempre. Também destaque às duas garotinhas que fazem as filhas, a bianiluna da Shailene Woodley e a fofa iniciante da Amara Miller. Só não entendi o porquê do amiguinho nonsense da mais velha de figuração ali nos momentos mais importantes. Putz! E gostei de trilha sonora repleta de canções de sertanejo universitário havaiano. Achei roots.KK
Levou os prêmios de melhor ator [Clooney] e melhor drama no Globo de Ouro.
Adaptação de romance de espionagem famoso de John Le Carré que já havia sido adaptado para tv britânica nos anos 70. Achei a película minimalista demais para um filme de espionagem. Assim, entendi ABSOLUTAMENTE NADA da trama. Juro! kkk
E o tratamento é tão frio que eu confesso que não estou nem pensando em ir atrás de algum entendimento.
E o Gary Oldman tem sido super reverenciado pela crítica… Ele tem lá os seus bons momentos, mas a maquiagem tá tão pesada e sua interpretação tão gélida que não rola ‘aquela’ identificação com o protagonista. Me identifiquei mais com o Tom Hardy. Hahaha. Aaah, o elenco tem várias feras em papéis secundários e a grande decepção ficou por conta do Colin Firth. Nunca pensei que eu pudesse um dia falar algo do tipo, mas sim, ele está bem canastrão. E além do Hardy, dá para rolar umidificações pelo Mark Strong e pelo até então desconhecido Benedict Cumberbatch [que me lembrou o charmoso Alan Hickman].
No mais é o tipo de filme que merece destaque pela parte técnica, IMPECÁVEL. Confesso que eu fui até o final do filme dando conta de todos os detalhes. Montagem, fotografia, luz, direção de arte, figurino, de deixar qualquer um de queixo caído. O filme recebeu recentemente 11 indicações ao prêmio Bafta [que é inglês] em protesto ao esquecimento do mesmo nas premiações americanas, mas eu acho que merece prêmios somente pela parte técnica mesmo.
Tomas Alfredson dirigiu o clássico contemporâneo Deixe ela entrar, tá? Significa mas vamos deixar de nerdismos.
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Acho que inesquecíveis serão as cenas do Gary Oldman fazendo nado cachorrinho naquele lago pitoresco. Ririri
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E o título em português ficou lembrando nome de filme bundão.
Achei o filme mais paparicado da vez muito ingênuo. Tá, ele tem um quê de crítica à indústria avassaladora que é Hollywood, mas já vimos críticas bem mais ferozes [os filmes do Lynch, por exemplo]. A película ganha ponto mais pela ousadia de se produzir um filme mudo em pleno boom de blockbusters em 3D e pela dose de nostalgia. O mais curioso é o filme ser uma produção francesa, França homenageando Hollywood ou alfinetando a mesma de não ter acordado para um idéia tão mais sincera e baratinha. No mais, ponto para o carisma e charme de Jean Dujardin [premiado em Cannes e no Globo de Ouro] como o protagonista George Valentin e uma delícia o John Goodman e o James Cromwell em destaque como coadjuvantes. E o diretor Michel Hazanavicius [que sobrenome é este?] levou o prêmio da crítica dos festivais de Londres e Nova Iorque e o filme levou o Globo de Ouro de melhor comédia/musical. Ao menos é melhor que algumas coisas que estão sendo super aclamadas nesta época de premiações.
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Eu li por aí gente dizendo que este filme é tão inovador quanto Avatar. Voltar no tempo é inovação, hein?
Lembra daquele filme que deu um Oscar à Sandra Bullock [A blind side]? Então, este aqui está no mesmo nível. Longa tradicional, traminha previsível sendo que o plano de fundo deste é o mundinho do baseball. Os festivais americanos têm adorado este filme, indicando ou premiando o roteiro e o Brad Pitt. Que bosta!
Gentem, se antes eu achava o Brad apenas um ator esforçado, depois desta experiência… Eu agora DETESTO o cara!!! Ele está péssimo neste filme. A interpretação dele se resume aos mugangos daquela boca peba e outros cacoetes que dói na vista de ter que aguentar DUAS HORAS E QUINZES MINUTOS disto. Uma descarga na crítica americana! E o roteiro, acho que está faturando porque tá difícil roteiro adaptado em Hollywood, né? Tudo se resume aos cartoons. E sim, o filme é baseado em fatos reais. Fatos reais que não vão mudar a vida de ninguém. Sério!
A melhor parte do roteiro é a cena de uns cinco segundos que uma repórter manda um cara sair da frente dela durante a filmagem de uma entrevista etc. Sim, isto não contribui em nada à trama… Aliás, contribui para a gente chegar à conclusão de que o roteiro é dan dan dan. E em pensar que o diretor deste filme é o mesmo do ótimo Capote, Bennett Miller.
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Já notaram que Hollywood quer vender o Brad Pitt como se ele fosse um Robert Redford da atualidade? Cadê o carisma, hein?
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E eu citei o filme da Bullock acima, né? Dá de DEZ A ZERO neste.
George Harrison sempre foi meu beatle favorito. Papai tem uma certa influência nisso, desde criança já ouvia papai escutar o cara. E conforme fui crescendo, fui achando o Lennon e o McCartney muito pedantes e o Harrison sempre aquele astral… Ele é o cara! Isso é repetido por todos durante o doc de quase QUATRO HORAS!!! Sim, eu fiz a irmã coragem antes de enfrentar este doc. Confesso que assisti mais pelo Harrison que pelo Scorsese. Nunca tinha assistido a um doc do Scorsese [bem tradicional e meio perdido aqui e acolá], mas tinha que ser o Scorsese mesmo mesmo mesmo o diretor. O cara é super religioso e com a vibe astral do Harrison super sintonizou. Mas o grande destaque é o Harrison, óbvio. Pô, quanta sinceridade e energia cósmica. Um ser ímpar da música pop, me apontem outros nomes astrais, rum! Harrison é muito amor, é vida! E não tem como não achar linda a cena final das flores.
Um road movie inusitado. No caso, as personagens são dois militares navais que recebem a missão de entregar um jovem marinheiro acusado de roubo para uma prisão distante. Foi o primeiro filme dirigido pelo PAPA DA MONTAGEM, Hal Ashby. E o roteiro é do PAPA DO ROTEIRO, Robert Towne. E no elenco tem o Jack Nicholson muito bem como o incorreto Buddusky e o Randy Quaid novinho como o marinheiro. O filme fez bastante polêmica durante sua estréia por conta do excesso de palavrões e só foi lançado pela Columbia depois do Nicholson faturar o prêmio de melhor ator em Cannes. Sincero!
Mais um projetinho ambicioso do Warren Beatty, fez um filmenho de temática comunista bastante ambíguo. O filme é um épico bem tradicional [de TRÊS HORAS E MEIA], nada a vê com seu divisor de águas, o Bonnie & Clyde [que eu resenhei recentemente por aqui]. Um romance baseado em histórias reais de ex-comunistas no período da I Guerra Mundial [tem até depoimentos e narrações de velhinhos ainda vivos na época em que o filme foi rodado], dando credibilidade à trama. A química entre Beatty [irresistível como sempre] e a sempre MA RA VI LHO SA Diane Keaton está perfeita. Os figurinos e direção de arte também. Uma super produção altamente engajada, que nem os momentos mais melosos a coisa desanda. Beatty interpreta o escritor John Reed e Keaton, a jornalista Louise Bryant, um casal distante do senso comum e cujo amor desafiou até mesmo a Revolução Russa [tá?]. E fica a lição no ar, que SIM, VAMOS SER ENGAJADAS… MAS TUDO TEM UM LIMITE, OK? Vamos lutar por melhorias para os seres humanos mas também lembremos que vivemos cercados de seres humanos que nos amam.
Estou tão libriana… Ririri
Destaque à Maureen Stapleton [levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante] como a comunista irada Emma Goldman e o sempre charming Jack Nicholson [levou o Bafta de melhor ator coadjuvante] como o dramaturgo Eugene O’Neill. Também a fotografia oscarizada do Vittorio Storaro está de um deslumbre, com locações fabulosas de New York, Rússia e Finlândia. Eles visitaram até o Oriente Médio… Filme super globalizado para a época e o Beatty levou o Oscar de melhor diretor, ok? Enfim, DOS ROMANCES MAIS LINDOS EVAAAAH!
Filmeeenho muxoxo e chororô do tipo que o Oscar adora [sabemos que o Oscar se foca mais em mercado que inovação]. O grande trunfo é apenas a trama, focada sob o ponto de vista de empregadas na época do separatismo racial do Mississipi [como o Rio Mississipi lembra o nosso Rio Parnaíba, hein?]. Acho super válido, visto que, assim como a personagem da Emma Stone, eu passei minha adolescência me divertindo mais na cozinha do que com os adultos boring de sempre de minha família. Claro que o elenco também merece super destaque, principalmente a Octavia Spencer [levou o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante ontem] e a excelente Viola Davis [ela tá o Lázaro Ramos de travesti]. Gentem, acho a Octavia fantástica, uma espécie de emoticon em pessoa. kkk. E eu jurava que a Bryce Dallas Howard e a Jessica Chastain eram a mesma atriz fazendo duas personagens. Ainda tem a Sissy Spacek e a Allison Janney em momentos ARRASAY! Descarga principalmente no romancezinho da St0ne com um Chris Lowell [miabana] caretinha que contribui em nada à trama. E claro, é um filme fácil de agradar as grandes massas de tão novelesco e o Tate Taylor é nada menos que o diretor da série queridinha Uggly Betty.
Um filme digno, ainda que o roteiro siga por caminhos que não contribuem muito para a trama. Um mix de drama com horror [tá, apelei] e filme catástrofe. Uma família perde o pai e a mesma começa a sacar aos poucos que o espírito do cara reencarnou numa árvore gigantesca e centenária que mora ao lado da casa. Eu curti muito a introdução e o desfecho. A direção do elenco peca um pouco, ninguém merece um destaque em especial. A trilha sonora torna as coisas mais melosas que o necessário. E meokoo pra Charlotte Gainsbourg fazendo a cú doce para o Marton Csokas. Se enxergue, minha filha!
Um filme menor do Sydney Pollack [dos excelentes e obrigatórios Klute e Todos os homens do presidente]. Aliás, uma cinebiografia bem convencional. Ainda bem que o texto é de pura poesia, retratando um romance inspirador. O romance em questão é entre uma dinamarquesa rica, Karen Blixen-Flecke, então baronesa modernésima que se casa “sem amor” e vai tentar a vida como fazendeira na África, e, um solteirão aventureiro que acredita no sinônimo de amor e liberdade. Depois desta aventura amorosa na África, a baronesa transforma-se num “escritor famoso” em sua terra natal com o condinome de Isak Dinesen. Um romance incomum e lindo. Me derramei em lágrimas… E um filme inteligente e libertário contextualizando as mensagens do roteiro à teoria pós-colonial.
O filme é sofrível em sua montagem descuidada e no tom meio de minissérie feita para tv. Vale mais pelo texto e pela interpretação da Meryl Streep como a baronesa/fazendeira/escritora. Essa feia-linda sempre merece destaque, hein? Ainda palmas para o Klaus Maria Brandauer como o seu marido compreensivo e ao sempre charmosão do Redford. Quem não gostaria de flertar com o tio gato durante uma queima de fogos, dançar coladinho ao som de Mozart, andar de avião sob flamingos, assustar búfalos e até atirar em leões [oi?] em companhia do mesmo? Morta de inveja da Meryl passeando pela África e pegando o Redford. Cretina!!!
O filme foi indicado a 12 Oscars e levou sete [melhor filme, melhor diretor, roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, música e som.]
*
E assisto ao filme no dia do aniversário do David Bowie e olha só, a Iman [esposa do camaleônico] faz um pontinha de bonita.
Nada como começar o ano com um clássico. O filme que deu credibilidade ao Peter Bogdanovich durante o período de despontamento dos diretores da chamada Nova Hollywood [Scorsese, Coppolla, Spielberg, Altman etc.]. Daí em diante ele se apaixonaria por sua musa Cybill Sheperd e nunca mais voltaria a fazer um filme primoroso. Agora eu entendo totalmente o porquê do cineasta cagar sua carreira pela Sheperd. Ela era simplesmente DESLUMBRANTE. Com a fotografia do mestre Robert Surtees [já quase cego na época das filmagens] então… A maioria das cenas foram rodadas em externas, num Texas esquecidão, climão de neorealismo italiano. A trama não tem bem um começo-meio-fim, nem um herói. A protagonista mesmo mesmo mesmo é a cidadezinha fictícia de Anarene no Texas. Daqueles filmes maiores que a vida.
Além da Cybill [lembra da série A gata e o rato?]em início de carreira, temos também um jovem e promissor Jeff Bridges e a sempre arrebatadora Ellen Burstyn como a ricassa do pedaço. Enfim, me sinto um idiota em ter que escrever sobre um filme como este. No mais, levou o Bafta de melhor roteiro, e, Bafta e Oscar de ator e atriz coadjuvante para Ben Johnson e Cloris Leachman.
Achei legal o Almodovar sair de sua fase lacrimosa. Adorei a brincadeira com uma espécie de Frankenstein sexual. Mas as comparações da imprensa com o Hitchcock foram bastante exageradas, hein? E mais peninha ainda do cineasta quase cagar seu filme com um festival de flashbacks. No mais, legal conferir o Antonio Banderas num filme não-hollywoodiano. E destaque aos figurinos, o Banderas está tesudérrimo com aqueles ternos e calças de cortes impecáveis. E a direção de arte primorosa de sempre. Porém, é o pior filme da carreira do diretor. Infelizmente tem sido assim a cada lançamento. Fiquem com os filmes antigos da tia caquética.
*
Momento pau duro: o que é aquele tigrão do Roberto Alamo?
Teve um pouco de tudo… Laninha Del Rey, St Vincent, Metronomy, PJ Harvey, Lykke Li, Criolo, Gang Gang Dance e Nicola Roberts, cada um apareceu com duas musiquinhas. Um ranking essencialmente pop.
01 Lana Del Rey – Video Games
02 St. Vincent – Cruel
Bodies, can’t you see what everybody wants from you?
03 Metronomy – The Bay
Because this isn’t Paris
And this isn’t London
And it’s not Berlin
And it’s not Hong Kong
Not Tokyo
If you want to go
I’ll take you back one day
04 Beth Ditto – I Wrote The Book
The world is full of good intentions
Paradise is hard to find
05 David Lynch – Good Day Today
06 Wild Beasts – Bed of Nails
I love Frankenstein in nature and
Design like the Shellys on their very first time
When our bodies become electrified
Together we bring this creature to life
07 James Blake – The Wilhelm Scream
I don’t know about my dreams.
I don’t know about my dreamin anymore.
All that i know is
I’m fallin fallin fallin fallin.
08 Lykke Li – I Follow Rivers
09 PJ Harvey – The Words That Maketh Murder
I’ve seen and done things i want to forget…
10 PJ Harvey – Let England Shake
11 Rihanna – Man Down
12 EMA – Butterfly Knife
You were the goth in high school
You cut and fucked your arms up
You always talked about it
They thought you’d never do it
But I knew I knew I knew
I knew someday …
13 Destroyer – Chinatown
14 Glass Candy – WARM IN THE WINTER
I love you… We love you…
15 Nicola Roberts – Gladiator
Show show show show show show show
Here I go go go, here I go go go
Gonna tap tap tap tap tap tap tap on the mic now
Say my name now
16 Feist – Graveyard
Whoa-ah-ah-ah ah-ah, bring ‘em all back to life
17 Criolo – Não Existe Amor em SP
Não precisa morrer pra ver Deus
18 Joan as Police Woman – The Magic (Radio Edit)
I’m looking for the magic
I’m feeling for the right way out of mind
Looking on the alchemy to release me from that maze
I’m making myself
19 St. Vincent – Cheerleader
But i-i-i-i-i don’t wanna be your cheerleader no more
20 Metronomy – Everything Goes My Way
Love, I’m in love again…
21 Gillian Welch – The Way It Goes
That’s the way that it goes
Everybody’s buying little baby clothes
That’s the way that it ends
Though there was a time when he and i were friends
22 Gang Gang Dance – Adult Goth
23 Drake – Take Care (feat. Rihanna)
24 Criolo – Bogotá
25 The Strokes – Under Cover Of Darkness
26 The Vaccines – Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra)
27 My Morning Jacket – Holdin on to Black Metal
28 Class Actress – Keep You
29 Jay-Jay Johanson – Suicide Is Painless
that suicide is painless
it brings on many changes
and I can take of leave it if I please
30 Gang Gang Dance – Mindkilla
Don’t fear the mind killa
31 M83 – Intro
32 Robyn – Call Your Girlfriend
Call your girlfriend
It’s time you had the talk
Give your reasons
Say it’s not her fault
But you just found somebody new
33 Kassin – Calça De Ginástica
34 Cults & Superhuman Happiness – Um Canto de Afoxé para o Bloco d’Ilê
35 Marina & The Diamonds – Living Dead
I haven’t lived life
I haven’t lived love
Just bird’s eye view
From the sky above
I’m dead dead dead dead
I’m living dead dead dead dead
Dead
36 Sky Ferreira – Sex Rules
Sex rules
Use your god-given tools
Sex rules
I pity the fools
Who realize too late
Love, sex, and god are great
Oh-oh oh-oh
Sex rules
37 Peaking Lights – Summertime
38 Beastie Boys – Don’t Play No Game That I Can’t Win (Feat. Santigold)
39 Lana Del Rey – Born To Die
Take a walk on the wild side
40 Friendly Fires – Live Those Days Tonight
41 Nicola Roberts – I
I hope that one day we get the answers
42 Jessie J – Price Tag
It’s not about the money, money, money
We don’t need your money, money, money
We just wanna make the world dance
Forget about the price tag
43 Kate Bush – Wild Man
While crossing the Lhakpa La
44 Lykke Li – Get Some
Like the shotgun needs an outcome
I’m your prostitute, you gon’ get some
45 MSTRKRFT – BEARDS AGAIN
46 Duck Sauce – Big Bad Wolf
47 White Lies – Bigger than us
I don’t need your tears
I don’t want your love
I just gotta get home
Listeeenha bastante conservadora a minha. Não tenho tido paciência para amar bandas novas. Claro que eu tenho conhecido coisas interessantíssimas, mas na hora de curtir eu acabo abraçando as já amadas. E este ano eu estive mais calminho, contemplativo e de bem comigo mesmo. A mensagem que eu quero passar é essa… Confiram a lista!
10 Tori Amos – Night of Hunters
A tia compôs por cima de peças eruditas famosas ou não. Pianista de formação clássica e com esse gogó de DEUSA GRANDE MÃE só pode resultar em DIVINISMO de gente grande. Só faltou uma capa mais legal, hein?
09 Lykke Li – Wounded Rhymes
Essa menina é danada, consegue ser pretenciosa e absolutamente pop. E ao vivo ainda é melhor que em cd. Quero que quero conferir ao vivo.
08 R.E.M. – Collapse into now
A banda fez um album lindo de despedida. E eu confesso que a banda só entrou na minha lista de bandas do fundo do meu core por estes tempos… Demorô!
07 Gang Gang Dance – Eye Contact
O album de baratismos do ano. E meu show preferido do ano!
06 PJ Harvey – Let England Shake
Não foi meu album preferido do ano como saiu na maioria das publicações. Eu ainda prefiro vários outros albuns da gatan, como o Is this desire? [que é o menos aclamado]. Mas acho lindo a PJ Harvey continuar com sua reputação intacta, ABSOLUTA!!!
05 St Vincent – Strange Mercy
Que produção perfeitinha! Achei uma proposta arrojada de desconstrução dos indies/popismos.
04 Nicola Roberts -Cinderella’s Eyes
Meu album pop do ano. Não saiu do meu cd-player do banheiro – sou dessas! Ploc*
03 Mogwai – Hardcore Will Never Die, But You Will
O hardcore não vai morrer nunca e nem esta pérola do post-punk. Outra banda que entrou na minha lista de bandas preferidas neste ano.
02 EMA – Past Life Martyred Saints
Gentem, só vim descobrir esta pérola no final do ano. Eu via a cara desta rasha nos blogs e achava mó fake [e é mesmo, né?]. Depois começaram a surgir as listinhas de fim de ano e a loura ali no meio… Fui conferir a mensagem da moça… CA-RA-LHO!!! Um mix do lo-fi da Liz Phair com o lado mais sombrio da Zola Jesus. E destaque à voz da moça, tem horas que soa até como um boyzinho. Revelação do ano!
01 Metronomy – The English Riviera
Nada foi mais sha-la-la e clap clap clap… Indie-fofismo do ano. E a capa mais linda!!! 2011 foi um ano feliz!!!
Aim, eu sou viciado em videoclipes. Me ligo até nas porcarias da Vh1, sacou? Minha lista de melhores nem tá Vh1… E tem coisas [tipo o da Peaches] que eu nem sei se são de 2011 mesmo… Mas fica a dica!!!
12 Ford & Lopatin – I Surrender – Direção de Danny Perez
Troféu cuecão de couro do ano!
11 Peaches – Mud – Direção de Vice Cooler
Chapação do ano!
10 Best Coast – Our Deal – Direção de Drew Barrymore
Troféu Heartbroken do ano!
09 St Vincent – Cruel – Direção de Terri Timely
O que é a St Vincent tocando guitarra no bagajeiro do carro e toda encapuzada? E uma das melhores músicas do ano. Clássico!
08 Hercules & Love Affair – Painted Eyes – Direção de Untitled Associates
Momento Grande Mãe reina! o//
07 Mondkopf – Day of anger – Direção de Peter Tscherkassky
A vibe errada do ano!
06 Beastie Boys – Make Some Noise
O melhor roteiro do ano e com participações especiais de primeira!
05 No Age – Fever Dreaming – Direção de Patrick Daughters
Rocknrollllllllllllllllllllllll
04 Lykke Li – I Follow Rivers – Direção de Tarik Saleh
Adoro o cinismo da gatan no momento final. Melhor fotografia!
03 Lykke Li – ‘Sadness Is a Blessing’ – Direção de Tarik Saleh
A gata forçou mas tendo um papai como o Stellan Skarsgård. S2
02 Battles – My Machines (feat. Gary Numan) – Direção de Daniels
Quem já me segue por aqui sabe que eu nunca fiz uma lista de melhores filmes do ano – só de melhores músicas, albuns etc. Primeiro, porque quanto mais eu assisto a filmes novos mais vontade eu tenho de assistir somente filmes velhos. Segundo, eu não moro numa capital cosmopolita, não tenho muita vontade de ir ao cinema por aqui. Mas como inventaram aquela rede social chamada de Filmow, eu vou assistindo as coisas e favoritando por lá… Pronto, tudo ficou bem mais fácil de listar. E foi tão fácil listar, já que este ano foi fraco de filmes excelentes… Aqui vai minha listeeenha.
01. O Tio Boonmee que se lembra das suas vidas anteriores de Apichatpong Weerasethakul [Tailândia]
Nada foi tão profundo neste ano. O fantástico nunca foi tão natural. Macacos fantasmas serão sempre bemvindos. O único filme deste ano que merece entrar na lista de clássicos.
02. Melancolia de Lars Von Trier [Dinamarca]
Talvez seja o filme menos legal da carreira do diretor. Mas ainda assim, acima da média. O fim do mundo nunca foi tão intenso. E 2012 está chegando, gentem!
03. Poesia de Chang-dong Lee [Coréia do Sul]
O nome já diz tudo. E a Jeong-hie Yun fez a melhor performance do ano. Emocionante!
04. A doença do sono de Ulrich Köhler [Alemanha]
Uma das melhores representações da temática pós-colonial na telona. E um hipopótamo jamais foi tão marcante.
05. Desapego de Tony Key [Estados Unidos]
Uma visão pessimista da educação pública. Adrien Brody com a melhor performance masculina do ano. Parece que o ator será ignorado pelo Oscar, uma pena.
06. O discurso do rei de Tom Hooper [Inglaterra]
Parece um exercício de teoria do Foucault. Um belo substituto de Sociedade dos Poetas Mortos para as mostras de filmes do meio acadêmico.
07. Super 8 de J.J. Abrams [Estados Unidos]
Tudo o que eu mais odeio no Spielberg está aqui. Mas deixei meu lado criança aflorar. Bonitinho!
08. Exit Through the Gift Shop: Banksy de Banksy [Estados Unidos]
O documentário daz artsy é espertinho. E tudo nesta vida não passa de uma farsa… Vamos abrir os olhos!
09. Sobre homens e deuses de Xavier Beauvois [França]
Este equivale ao Discurso do rei, sendo que mais voltado aos cursos de teologia e pós-colonialismo. Ô vida besta!
10. X-men first class de Matthew Vaughn [Estados Unidos]
Eu odeio blockbusters e todas estas franquias de filmes para debilóides pós-Star Wars. Mas este me fez pensar bastante. Muito contemps na proposta, e adorei a releitura homoerótica das personagens do Michael Fassbender & James McAvoy, me remetendo ao Charlton Heston & Stephen Boyd em Ben-Hur.
Um filme baratinho e interessante. A trama gira em torno de dois rapazes supostamente heterossexuais que se apaixonam… O diretor conseguiu fazer um filme sincero e tocante. Uma pena que o roteirista tenha embromado tanto no clímax… Tem que ter paciência. Todos os meus amigos dormiram e eu confesso que dei umas cochiladas. Muita chapação… Destaque aos atores protagonistas e não destaque ao figurino.
O diretor Marco Berger recentemente foi aclamado no Festival de Berlim pelo seu filme Ausente, onde um estudante se apaixona pelo seu professor. Já pensou numa embromação maior ainda? Ririri
Filme de terror esquecidinho… E sei lá, deveria permanecer esquecidinho… Ainda que a película seja dirigida por uma mulher!? Mary Lambert é a diretora deste filme e sua sequência. Talvez por isso meio que senti uma brincadeira com os gêneros, o pessoal ainda não se tocava para estas coisas na época. A tal morta-viva da Zelda, por exemplo, ela lembra mais uma travesti. Lembrei até do livro do Lúcio Cardoso, A crônica da casa assassinada. Livrão difícil que tem uma personagem gay que vive trancafiada numa fazenda.
Não sou lá muito fã de Stephen King e aqui o filme ainda é adaptado por ele mesmo. Essa estória de literário adaptando para o cinema quase sempre não dá certo [F. Scott Fitzgerald foi o primeiro a fracassar neste sentido]. A direção de elenco é sofrível. O ator protagonista, Dale Midkiff, é um gato mas muito inexpressivo e a menininha do filme é a pentelha mais chata que eu já vi. E eu percebi que a intenção da diretora é fazer a gente se afeiçoar mais com os mortos-vivos do que com os humanos, como em Frankenstein da Mary Shelley. E ela parece que não tem muita piedade dos humanos, assim como eu… Aaah, a maquiagem dos mortos-vivos merecem destaque.
E peguei a sequela bem no meio, me pareceu bem mais interessante que o primeiro dirigido também pela mesma diretora. A trilha sonora é de muito grunge [o filme é de 1992] e os garotinhos protagonistas da película parecem fãs da Britney [um deles é o Edward Furlong - o garotinho andrógino de O Exterminador do Futuro 2 - a cara da Tilda Swinton]. Gamei no morto-vivo interpretado pelo Clancy Brown [do mais recente Cowboys & Aliens]
E sim, a trama: uma família jovem se muda para uma casinha no Maine de frente à uma rodovia super perigosa pertinho de um cemitério de bichinhos aka um cemitério indígena. Quem é enterrado por lá volta morto-vivo, num tem? Muita imaginação do Stephen King.
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Descobri que a tal Mary Lambert dirigiu nada menos que os videos Borderline, Like a Virgin e Like a Prayer da Madonna. Arrasou! A Madonna já fazia aquilo que a Gaga faz hoje, trabalhar com minorias. A primeira popstar a acordar para isto.
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E o Dee Dee Ramone levou o prêmio Razzie de pior trilha sonora com a sequela do filme.
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Não esperava falar tudo isso sobre este filme. Pode ser divertido… Bote um ae!