A cor da romã [Sayat Nova] Armênia, 1969.

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Meu segundo filme do Sergei Parajanov. Esteticamente incrível, mas trata-se de uma homenagem um tanto obscura para nós ocidentais, já que o filme é inspirado no trabalho de um poeta armênio do século XVIII, Sayat Nova. Muito carão, hein? O filme é muito alegórico e cada plano é milimetricamente estudado, verdadeiras composições de artes plásticas. Dá vontade de fazer print em vários planos, imprimir as imagens, emoldurá-las e pendurá-las na parede. Claro que o Parajanov abusou do homoerotismo, tanto na figura do tal poeta [androginérrima], quanto nas cenas dos padres no mosteiro.

E meu irmão Fábio de Andrade descobriu que o filme inspirou muito o clipe Bedtime Story da Madonna. Re-assistimos ao clipe e nuss… Verdade!

Falando em Madonna, conheci esta pérola a partir desta montagem que fizeram de Vogue com as imagens deste filme. Genial!!!

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Mama. Espanha, 2013.

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Não vai mudar a vida de ninguém, a não ser que você more sozinho… Você imaginará Mama em todas as sombras de seu doce lar. hahaha

Duas menininhas são abandonadas pelo pai numa floresta, o irmão do pai das bonitas [o pai se suicidou depois de matar a esposa] resolve cuidar das mesmas cinco anos depois delas serem encontradas selvagens. Na verdade, elas foram educadas por um espírito suicida, a tal Mama, que não vai curtir MESMOW a idéia de perder suas crias. Só vai sobrar pra personagem da Jessica Chastain, Annabel, namô rockayra do irmão do pai das crionças. Bruta por natureza, num tem? A melhor personagem da Chastain até agora.

Só achei que no final o filme se perde um pouco, a trilha meio dannyelfmaniana incomoda em alguns momentos cruciais.

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Corações Loucos [Les valseuses] França, 1974.

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Se a intenção de Bertrand Blier era fazer um filme libertário, achei o resultado tremendamente machista e sacal. Gerard Depardieu e Patrick Dewaere interpretam dois vagabundos libertinos que vivem de assaltos e sexo pela França, dizem que é uma resposta ao Easy Rider [clássico do cinema alternativo americano]. Vivem de fazer pouco caso das ‘normas’ da sociedade burguesa, cutucando velhinhas indefesas e desprezando as mulheres dos mais variados tipos. Se você morrer de amores por Gerard Depardieu – como eu!!! – você pode adorar o filme, zilhões de cenas do gato despido etc. Não sei como a Miou-Miou [tá, ela namorava o Dewaere na época]  topou ser tão ridicularizada como neste filme, ela é humilhada de todas as formas pelos dois. E porque mesmo a Grande Deusa Jeanne Moreau já quase cinquentonna topou essa parada menage? E o melhor: Isabelle Huppert, pós-adolescente em início de carreira e já tentando alguma interpretação neste filme duvidoso. Ela interpreta uma virgem que tem a bucetinha cheirosa. Sentiu o nível do filme? hahaha

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Oz: mágico e poderoso [Oz, the great and the powerful] EUA, 2012.

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Que desrespeito a um clássico, O Mágico de Oz.

Este filme que tenta ser o início de tudo parece ter sido feito de qualquer jeito e com pouca magia. Uma perda de tempo total. Nem o lindo do James Franco [aqui, master canastrão], nem as lindas da Rachel Weisz e a Michelle Williams compensam. Roteiro cagado, com dos piores diálogos evaaaah.

Talvez os fãs de cinema ainda possam curtir o truque final do Mágico de Oz, mas é muito pouco para quem esperava ‘algo’. E o Sam Raimi tinha um currículo tão lindão… Chateadíssima!

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Dublê de Corpo [Body Double] EUA, 1984.

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Pense num Brian De Palma querendo bancar o Hitchcock mais que nunca numa produção de estética master oitentista e com um toque de soft porn como plus? Um filme único!!! Delirei horrores, sou um voyeur declarado!!!

E quero muito o ap que o protagonista tem que cuidar na trama. O mesmo [interpretado pelo canastrão do Craig Wasson] é um ator desempregado que passa os dias a observar via [pós-]binóculo a vizinha gatan massa sensualizando em seu quarto. Como quem não tem o que fazer, ele passa a persegui-la depois de perceber que ela vem sendo ameaçada por um tal ‘índio estranho’. Nada é o que parece no filme, ou o contrário.hahaha… Delícia!!! Deborah Shelton e Melanie Griffith absurdamente sexies [a última, muito cool]. A trilha sonora é modernette, tem a clássica Relax do Frankie Goes to Hollywood com direito a musical do próprio cantor fazendo uma versão cine privê de Rock Horror Picture Show. Burburinho…

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Vestida pra matar [Dressed to kill] EUA, 1980.

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A trama deste suspense é um tanto previsível – dá até pra sacar rapidinho de quem se trata ser o assassino – mas a construção do suspense [do tipo, o assassino em ação] está suprema!!! Cada dia pago mais pau para o Brian De Palma. E sua faceta trashayra é bem mais impressionante que sua fase noir atual [meokoo pro Dália Negra, por exemplo!].

Angie Dickinson perfeita como a tiazonna gostosa que resolve fazer a periguetti numa exposição de arte. A sequência da sedução da tia – caça e caçadora –  é incrível… Também que obras incríveis a da expo mostradas no filme.

E o voyeurismo gritando, De Palma sacanna!!!

E cadê o Passion, thriller sexy com a Rachel McAdams e a Noomi Rapace que não sai?

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Os Cavalos de Fogo [Tini zabutykh predkiv] Rússia, 1965.

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Simplesmente em êxtase com meu primeiro filme do Sergei Parajanov. Nem tenho palavras para descrever imagens tão sublimes. A trama gira em torno de uma espécie de Romeo & Julieta numa tribo de etnia carpata, tudo muito carregado de misticismo e simbologia. Certeza que o Terrence Mallick e o Herzog eram fãs, Grande Mãe reina o tempo inteiro. E como a cultura popular russa lembra muito a nossa nordestina… Sendo que no forró deles, ao invés do coxa com coxa eles se abraçam e dão pulinhos rodando.hahaha

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